Quando as séries televisivas perdem qualidade: o caso de HIMYM

himym s67Sou uma espectadora de séries bem diferente daquilo que sou enquanto leitora de livros. Embora consiga deixar um livro nem que seja a meio por ele não me estar a agradar – na verdade, nem se trata de conseguir deixar e sim de não conseguir continuar! -, com as séries o meu vício atinge tal ordem que continuo a vê-las goste ou não. E um bom exemplo disso é a série How I met your mother.

Lembro-me que comecei a seguir esta série há vários anos (a série estreou em 2005, devo ter começado lá para 2007) por sugestão de um amigo e nessa altura eu simplesmente adorava o Ted, o Barney, o Marshall… nem tanto as personagens femininas, mas ainda assim gostava delas. Mas o tempo foi passando, temporada atrás de temporada foi aparecendo e o valor da série, no meu ponto de vista, foi baixando… Já são 9 temporadas, mais de 150 episódios e dezenas de hipotéticas mães que afinal nunca o foram. As duas últimas temporadas (vou tentar não desvendar muito) acabam por ser mais tristes que cómicas e é impossível continuar a ver a série com o mesmo entusiasmo quando outras séries como The Big Bang Theory ou Modern family nos divertem tanto. Já para não falar de Friends, que comecei a ver recentemente (como é que eu nunca tinha visto Friends antes?).

A série tem final marcado para 31 de março. E eu continuo a vê-la sem grandes expectativas em relação ao final. Muito se fala sobre criar uma How I met your father, mas, muito sinceramente, espero resistir à tentação de ver uma coisa dessas antes de me viciar e perder o meu tempo com algo que, enfim… É que Game of Thrones está já aí e tenho outras coisas mais interessantes a seguir, como Downton Abbey ou Homeland!

[Livro] “Vasto mar de sargaços” de Jean Rhys

Atenção: contém spoilers para quem ainda não leu Jane Eyre!

vasto mar sargaçosAqui há uns dias, apercebi-me que de 34 livros que tenho da Biblioteca Sábado apenas li 3. Um resultado vergonhoso, eu sei! Então lá me decidi a pegar em alguns destes livros e o Vasto mar de sargaços chamou a minha atenção por ser uma história que se desenvolve em paralelo com Jane Eyre, de Charlotte Brontë, que li no início deste ano.

Este livro está dividido em 3 partes, sendo a primeira e a última narradas por Antoinette, “a louca do sótão” com quem Edward Fairfax Rochester era casado, e a segunda narrada (maioritariamente) pelo próprio Rochester. Começam por ser relatadas a infância e a adolescência de Antoinette, depois temos a visão de Rochester sobre o casamento e a sua falta de amor, ternura e afins pela esposa e, por fim, temos a visão de Antoinette sobre a sua passagem pelo sótão (uma parte tão pequena e a melhor do livro!).

Para ser sincera, este livro destruiu completamente a imagem que eu tinha de Mr. Rochester e fiquei com a impressão que ele era quase tão louco como a mulher (que, aliás, em Jane Eyre é chamada de Bertha, mas isso era como o marido lhe chamava, o seu nome verdadeiro era mesmo Antoinette). Se em Rapariga com brinco de pérola o criar de uma história por detrás de um quadro de um pintor holandês foi uma aposta ganha, neste caso foi quase um tiro no próprio pé tentar desenvolver a história de uma personagem secundária de Jane Eyre.

Um livro confuso, nada empolgante, e que destrói completamente a essência do maravilhoso clássico de Charlotte Brontë.

Classificação:

2estrelas

[Livro] “Uma questão de fé” de Jodi Picoult

Uma Questão de FéEste foi o terceiro livro que li desta autora, depois de Em troca de um coração e de O pacto (o primeiro é bem melhor que o segundo) e confesso que o menos empolgante dos três. Só o consegui ler mesmo porque Jodi Picoult tem uma escrita muito fluída, fazendo-me lembrar Dorothy Koomson, embora a considere de qualidade inferior… Porém, tenho que admitir que o tema deste livro é, no mínimo controverso. E não me admira nada que a própria autora tenha deixado bem claro no início do livro que o mesmo lhe trouxe problemas…

Neste livro, temos a história de Faith, uma menina de sete anos filha de Colin e Mariah White, que um dia, após regressar a casa com a mãe por se ter esquecido do fato do ballett, encontra o pai em casa com uma mulher que Faith não conhecia a sair do banho enrolada numa toalha. O casamento entre Colin e Mariah desfaz-se, como era de prever, até porque Colin já tinha traído Mariah sete anos anos antes, traição essa que levou Mariah a tentar suicidar-se e a ser posteriormente internada numa clínica psiquiátrica contra sua vontade. Desta vez, Faith não só assistiu a tudo, como começou a ter uma amiga imaginária que, imaginem só, era Deus numa versão feminina. A história depressa se propagou, Faith (é curioso que tenha este nome!) começa a ser alvo de atenções por parte dos media, começa a fazer supostos milagres (como ressuscitar a avó) e a ter dezenas de fanáticos religiosos à porta de casa. Também começa a desenvolver ferimentos e doenças inexplicáveis e o pai decide que quer a guarda dela. Parte da história desenvolve-se no tribunal, onde a vida destes três é escrutinada ao máximo. Parece uma novela, eu sei!

A história podia ser boa. Costumo gostar de livros que levantam questões sobre a religião, coisa que este faz, e de livros que nos fazem pensar “e se fosse comigo?”, o que este também fez, pois não sei como reagiria se houvesse um histerismo generalizado à volta da minha filha por parte da comunicação social e dos representantes de várias religiões. Mas Jodi Picoult não se saiu bem nesta tarefa e o que temos é um livro enfadonho, que eu demorei oito dias a ler (sim, oito, tal foi a seca que apanhei) e começo a sentir-me culpada por não ter desistido dele e ter gasto o meu tempo a ler algo mais interessante!

Classificação:

2estrelas

Top 10 – Autores populares que nunca li

Vi no blog da Silvana o seu Top 10 de autores populares que nunca leu. Bem, a primeira coisa que me ocorreu quando vi as opções da Silvana foi “Se fossem só dez…”, mas depois lá me decidi a fazer as minhas escolhas. E sem nenhuma ordem em particular…

NoraRoberts1. Nora Roberts
E até tenho vários livros dela…

loboantunesdd12. António Lobo Antunes
E este não é por falta de tentativas… A última já foi em 2014.

jose-rodrigues3. José Rodrigues dos Santos
Bem, nem sei bem porque ainda não o li… Não tenho assim propriamente nada contra a apontar à primeira vista!

Stephen-King-by-Shane-Leonard4. Stephen King
De tanto ouvir o protagonista da série Castle a falar dele, este autor deve estar para breve.

ken follett5. Ken Follett
Já tentei, mas o seu livro O voo final não me cativou. Talvez se experimentar outro…

mario vargas llosa6. Mario Vargas Llosa
Também já tentei lê-lo, mas não com força de vontade suficiente 😛

danielle steel7. Danielle Steel
Também não é por falta de livros na estante. Para começar, não simpatizo com a cara dela (que se há-de fazer?!). Além disso, li metade de um dos livros dela (Tempo para amar, salvo erro) e a contracapa contava a história toda, então perdeu a graça…

autor_Afonso_Cruz8. Afonso Cruz
Bem, talvez este não seja um autor tão popular quanto os outros aqui mencionados, mas tenho ouvido falar muitooooo dele nos blogs literários que acompanho, então tenho imensa curiosidade em lê-lo. Adoro o título Para onde vão os guarda-chuvas.

primo_levi9. Primo Levi
Para começar, adoro o nome do homem. Depois, o facto de ter ele próprio passado pelo Holocausto faz-me olhar para ele com outros olhos. Está na wishlist.

tolkien

10. J. R. R. Tolkien
Simplesmente não sou fã do género de livros que ele escreve, mas já prometi ao meu rapaz, fã de Senhor dos Anéis, que vou tratar de ler qualquer coisinha do senhor. Bem, se não gostar, pelo menos posso dizer que tentei .P

Assim de repente até me estou a lembrar também de George Orwell, Victor Hugo, Balzac, Pepetela, Valter Hugo Mãe, João Tordo, Suzanne Collins, Philiph Roth, etc…