[Livro] “Tenho o teu número” de Sophie Kinsella

tenho_o_teu_numeroBem, qualquer pessoa que leia a sinopse deste livro vai achar que ele tem coincidências a mais. E realmente, no início, de facto até tem. É um anel perdido, um telemóvel perdido, um telemóvel encontrado, mais um telemóvel partilhado entre duas pessoas que não se conhecem. É surreal. Mas é, ao mesmo tempo, muito divertido. Vou associar sempre este livro ao “Single Ladies” da Beyonde. Quem já leu o livro certamente sabe ao que me refiro e não vai deixar de esboçar um sorriso ao recordar essa parte do livro.

A Poppy faz coisas que não lembram a ninguém, nomeadamente no que diz respeito à correspondência do verdadeiro dono do telemóvel (Sam), mas no fundo acho que é o seu bom coração que faz dela a trapalhona que é. Este laço que ela vai criar com o Sam via telemóvel, que depois passa para a vida real, vai ganhando dimensão aos poucos e é curioso ver como se vão moldando um ao outro.

Já pararam para pensar como o nosso telemóvel é algo tão pessoal? Pois, este livro leva-nos a pensar nisso e a vermos como a forma como estabelecemos contacto com os outros diz muito sobre a nossa personalidade.

Se é um livro genial digno de um Prémio Nobel? Não. Mas faz-nos passar um bom momento sem dúvida alguma. Não é isso que esperamos de um livro?

Hei-de voltar a esta autora!

Classificação: 4/5

4estrelas

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[Livro] “Eleanor & Park” de Rainbow Rowell

eleanor and parkDepois de ouvir falar tão bem deste livro de Rainbow Rowell, e mesmo só o podendo ler no computador (o que odeio, diga-se!), lá me decidi a lê-lo. Escusado será dizer que depois de começar esta leitura não consegui mais parar, tendo praticamente esquecido em que suporte estava a ler este livro. É uma história deliciosa sobre dois jovens de 16 anos, Eleanor e Park. Eleanor é ruiva, alta, assim para o gorduchinha e vestia-se de forma considerada estranha. Park tem ascendência coreana e, apesar de não estar muito na onda dos restantes jovens da idade dele, lá se vai safando por ser amigo de um dos rufias lá da zona. Eleanor, por outro lado, é vítima de bullying.

A forma como estes dois se conhecem no autocarro, ouvindo música e lendo banda desenhada, como se tornam amigos e depois namorados podia ser a história de quase todos nós na nossa adolescência. Quando olha para Eleanor, Park não vê só o seu aspecto físico, vê sim para lá dele e é isso que faz com que, para ele, Eleanor seja tão especial, mesmo que ela nem sempre se abra muito nem conte muito sobre si. À medida que a história vai decorrendo vamos percebendo a família desfuncional de que Eleanor faz parte, ao contrário da família de Park, onde tudo praticamente é o que se espera.

Tanto Eleanor como Park são personagens muito fortes e tanto os pais dele como a mãe, o pai e o padrasto dela existem aos montes por este mundo fora. Os pais de Park são bem toleráveis, mas já os da Eleanor dão vontade de esbofetear, embora, no caso da mãe dela, perceba que nem sempre é fácil dar a volta à situação quando se vive com medo.

Não fiquei particularmente fã do final, talvez porque não seja propriamente um final. E o título do livro, apesar de dizer muito sobre ele, não é apelativo. Se não me tivessem falado muito bem dele nunca pegaria num livro cujo título fosse o nome de pessoas…

É um livro muito, mas muito fofo, escrito por alguém que ainda se lembra bem do que é a adolescência, do que é o primeiro amor e que o primeiro amor não é necessariamente o único nem é necessariamente para sempre… embora também o possa ser!

Classificação: 4/5
4estrelas

[TAG] Os sete anões

Fui marcada pelo Renan numa tag chamada “Os sete anões” que, como devem calcular, consiste em escolher sete livros de acordo com a personalidade de cada um dos sete anões. Para animar um pouco o vídeo aproveitei e juntei-lhe alguma música 🙂

 

Tag original criada por Renan Mitsuo: https://www.youtube.com/watch?v=5VdRUJ7SxUQ

A TAG tem como base o filme Branca de Neve e os Sete Anões lançado em 1937, sendo o primeiro longa-metragem de animação dos estúdios Disney baseado no conto de fadas dos Irmãos Grimm!!!

ANÕES (Perguntas)

1. MESTRE: Um livro que te transmitiu ou passou muitos conhecimentos

2. ZANGADO: Um livro muito chato

3. FELIZ: Um livro divertido/engraçado

4. SONECA: Um livro cansativo que te deu sono durante a leitura

5. ATCHIN: Um livro que contagiou a todos mas que você leu e não
gostou

6. DENGOSO: Um livro que se tornou o seu dengo

7. DUNGA: Um livro que você não precisa dizer nada sobre ele porque a capa e o título já dizem tudo

[Livo/Opinião] “A estranha vida de Nobody Owens” de Neil Gaiman

nobody owensResumidamente, este livro começa por contar a história de um bebé, cujos pais e irmã foram assassinados, que sobrevive às garras do terrível Jack e que vai parar a um cemitério, sendo adoptado por um casal de fantasmas, os Owens. Tem como tutor Silas, um ser que está algures entre o mundo dos mortos e o mundo dos vivos, que lhe arranja a comida de que o rapaz precisa (visto que, ao contrário dos restantes habitantes do cemitério, está vivo) e que faz a ponte entre o cemitério e o mundo lá fora. É nesse cemitério que o rapaz, a quem deram o nome de Nobody Owens (conhecido também por Bod), vai crescendo com o privilégio do cemitério, privilégio esse que o permite circular no tal cemitério de forma diferente do comum dos mortais. Lá vai fazendo vários amigos (fantasmas e outras criaturas), o que se vai mostrar muito importante ao longo da história. Será que o Jack já se esqueceu do rapaz que sobreviveu às suas garras? Ou continua à procura dele? Bem, terão de ler para o saber!
O que vos posso dizer é que apesar de ter gostado do livro, estava à espera de mais. Tudo por causa da fama que Neil Gaiman já conquistou. Ainda assim, reconheço que é uma boa obra para quem gosta de literatura infanto-juvenil que saia um pouco da realidade.
Do que mais gostei neste livro foi das ilustrações que antecedem cada capítulo, acompanhadas cada uma delas de uma citação, que praticamente nos preparam para o que vem a seguir. São muito bem conseguidas. A dimensão do livro é adequada para a história que conta, mas a dimensão de alguns capítulos deveria ter sido ajustada. Uns arrastaram-se mais do que era preciso e outros precisavam de mais qualquer coisa. 

Tal como a Cata (autora do blog/canal Páginas Encadernadas), que gentilmente me ofereceu este livro, mudaria o final de uma das personagens, a Scarlett, mas, quem sabe, talvez ela e Bod se voltem a reencontrar numa sequela que Neil Gaiman venha a escrever (isto sou eu a especular).

Inteligente da parte do autor (e máquina à sua volta, claro) foi o facto de ter publicado no youtube o booktrailer de The Graveyard Book (o título original deste livro), narrado por si, bem como todo o audiobook.

Classificação:
3.5estrelas