[Opinião] “A verdade da mentira” de Gonçalo Amaral

7123532A história da pequena Maddie não se ficou por Portugal. A história da pequena Maddie, cujo paradeiro se desconhece até hoje (e já lá vão mais de sete anos), mexeu com vários países, a diferentes níveis.

Este livro deu muito que falar quando foi publicado. Valeu um valente processo em tribunal ao seu autor. A vida dele mudou completamente após ter sido um dos responsáveis pela investigação do desaparecimento desta menina enquanto inspector da Polícia Judiciária. E este livro também se centra um pouco nisto.

Lembrei-me de ler este livro agora devido às notícias mais recentes sobre uma senhora que comentava bastante este caso e que apareceu morta há dias atrás. E é curioso como passados tantos anos ainda me lembro de vários pormenores deste caso que vieram a público na altura. É um livro onde o Gonçalo Amaral dispara para todos os lados. Incluindo para ele próprio. Não mete “paninhos quentes” em ninguém. Admite falhas, uma maiores, outras menores, em todos os que estiveram envolvidos no caso, mas não abandona as suas convicções. Mas o aspecto que me parece que ele queria realmente ressalvar era as ligações do casal McCann a políticos e outras figuras de renome…

Não quero tecer a minha opinião (ou palpite, vá) sobre o que aconteceu à pequena Maddie. Não vá ser processada!!! Mas este é um livro que os que tiverem alguma curiosidade sobre investigações em Portugal e o caso Maddie em particular devem ler. Até porque é uma leitura rápida e eu só lhe tirava um ou outro aspecto mais histórico sobre o Algarve que o autor se lembrou de meter para lá…

Anúncios

[Opinião] “O Exorcista” de William Peter Blarry

6658202O livro “O exorcista” quase dispensa apresentações. Para além de já imensa gente ter visto o filme (1973), o próprio título do livro, a juntar à capa, dão grande spoiler para a história em si! Claro que temos um exorcismo feito por um homem!

Mas o que choca mais nesta história, a meu ver, é o facto de a exorcizada ser uma menina de 10 anos, que vivia apenas com a mãe e alguns empregados, visto que os pais estão divorciados. Dá aquela sensação que a menina está mais fragilizada por viver longe do pai, mas nunca se chega a perceber bem isso.

Saliento também o facto de esta família não ser, de todo, religiosa, mas submetem-se a rituais associados à Igreja Católica na tentativa de salvarem a criança.

Com este livro descobri o porquê de não ser grande fã de livros de horror/terror, embora seja dos filmes. Nos livros, demorámos imenso até chegar ao clímax. No caso d’O Exorcista, por exemplo, temos um livro com quatro partes. Na primeira parte, a mãe da menina (Regan) começa a ver alguns comportamentos estranhos nela. Aparecem também algumas personagens que se tornarão mais importantes mais à frente. Na segunda parte, a mãe da Regan leva-a a vários médicos na tentativa de procurar uma explicação científica para os seus comportamentos. Na terceira, já desesperada, recorre a um padre, vendo o exorcismo como último recurso. E só na quarta parte, a mais pequena de todas, o exorcismo efectivamente acontece. A sério que li um livro inteiro para só ter algumas páginas assim de mais acção?!

Nos filmes de terror, nomeadamente n’O Exorcista, há mais acção, é mais fácil ver ali o que efectivamente mete medo e não é à toa que este é daqueles filmes de terror que mais gente viu! Por isso mesmo, e apesar de já ter visto o filme uma meia dúzia de vezes, o livro leva de mim apenas 3,5 estrelas 😉

[Opinião] “Como um romance” de Daniel Pennac

19329948Depois de ter visto a Cláudia (do blog e canal A mulher que ama livros) falar sobre este livro de Daniel Pennac – muito entusiasmada, diga-se! – não resisti a comprá-lo até porque, como a Cláudia muito bem referiu no estaminé dela, era coisa para custar poucos euros. Dizia ela, também, que era um livro indispensável aos amantes de livros. E não é que é mesmo?

De uma forma muito divertida, neste livro o Daniel Pennac levanta questões muito pertinentes. Temos desde a importância da leitura desde a infância, as leituras obrigatórias na escola, o “ficar mal” dizer-se que não se lê e, imaginem só, até é um livro que traz os 10 direitos do leitor! Dei por mim a sublinhar pelo menos uma frase em cada página de tão delicioso que este livro é. E o que me deu que pensar… Talvez pegue nele como mote para alguns vídeos lá no canal

É mais um livro que se lê numa tarde e que, muito provavelmente, vos vai fazer questionar algumas verdades absolutas que foram coleccionando ao longo do tempo. Aconselho vivamente, apenas lhe mudava o título porque acho que induz um pouco em erro!

Os direitos inalienáveis do leitor:

1.O direito de não ler
2.O direito de pular as páginas
3.O direito de não acabar um livro
4.O direito de reler
5.O direito de ler no importa o quê
6.O direito de amar os “heróis” dos romances
7.O direito de ler não importa onde
8.O direito de saltar de livro em livro
9.O direito de ler em voz alta
10.O direito de não falar do que se leu

[Opinião] O primeiro volume de “Dragon Ball” de Akira Toriyama

10001021Quem nasceu em Portugal, nos anos 80/90, sabe certamente o que é “Dragon Ball”. Eu, pelo menos, não ia para a escola primária sem ver pelo menos um episódio destes desenhos animados. Portanto, quando, aqui há uns tempos, vi A croma dos livros falar deste livro no canal dela fui atacada por alguma nostalgia e resolvi comprar o livro, até porque este primeiro volume (ao contrário dos seguintes) tem um preço bastante acessível.

Quando abri a encomenda em que vinha este livro, feita totó, estava a achar estranho o livro vir impresso “ao contrário” porque, feita croma (a croma sou eu, às vezes!!), esqueci-me que o livro foi escrito no Japão, onde a leitura se faz da direita para a esquerda!

E foi uma leitura tão, mas tão agradável! Primeiro, pelo facto de recordar aqueles primeiros episódios em que o Son Goku andava na nuvem mágica e eu delirava em frente à tv porque também queria uma. Depois porque nunca tinha lido nada deste género e as ilustrações são de grande qualidade. E as piadas? A sério, algo que nos faltava na infância era mesmo entender todas as piadas que não estavam ao alcance de crianças como eu era na altura. Também foi muito engraçado e até benéfico para o meu cérebro (!!!) procurar ler num sentido em que não estou habituada…

Li este livro tão depressa que quando o terminei só queria comprar logo o segundo volume, ideia de que depressa desisti quando percebi que, ao contrário do primeiro livro (que custa 2€,) os seguintes custam……. 11€! É uma diferença monstruosa. Moral da história: Dragon Ball, vais ter que esperar!

10314506_10202979105821079_5494107595765481973_n