[TAG] Amo e odeio

Olá a todos!

Hoje trago-vos algo um bocadinho diferente. Fui tagueada pelo Alex do Virar da folha e esta tag consiste em mencionar dez coisas que eu amo e dez coisas que eu odeio. Aí estão elas, sem qualquer ordem específica:

10 coisas que eu amo

  1. Desenhos feitos por crianças
  2. Comprar livros baratos e em bom estado
  3. Comida italiana
  4. Batatas fritas (Lays, Ruffles, etc)
  5. Experimentar novas receitas
  6. After eight
  7. A combinação manta + sofá + chá + livro
  8. Post-its, cadernos, blocos, etc.
  9. Caminhar em sítios bonitos e com boa companhia!
  10. Uma boa discussão/troca de ideias

10 coisas que eu odeio

  1. Unhas alheias espalhadas pelo chão
  2. Sapos
  3. Guerras no Facebook
  4. Feijões, grão de bico e afins
  5. Alturas
  6. Desculpas esfarrapadas
  7. Pessoas com pouca ou nenhuma inteligência emocional
  8. Perder tempo
  9. Atrasos
  10. Tentarem impingir-me algo por telefone
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[Opinião] “Percy Jackson e os ladrões do Olimpo” de Rick Riordan

Rick Riordan - Percy Jackson e os ladrões do Olimpo

Andava a adiar este livro há imenso tempo. Como ando a adiar tantos outros, aliás. Contudo, e como não me considero uma leitora muito esquisita e/ou preconceituosa, não tenho problema algum em admitir que volta e meia (e quando o tempo começa a aquecer então isto é mais visível) só me apetece mesmo é ler coisas leves, que não me ocupem muito a mente ou me importunem muito o espírito. As aventuras do Percy Jackson pareceram-me uma boa alternativa e não me enganei!

Para vos explicar esta história talvez deva começar por dizer que ela tem muitas semelhanças com a história do Harry Potter. Também aqui temos três amigos adolescentes que têm de salvar o mundo (ou um mundo específico, digamos assim) de um vilão qualquer e que vão sobrevivendo às coisas mais inacreditáveis. Contudo, se em Harry Potter temos feiticeiros e não feiticeiros, aqui temos deuses e não deuses (ou filhos de). Também temos uma personagem principal que, embora não seja orfã, desconhece o pai até certa idade (porque este era um Deus!) e na prática este continua inacessível até mesmo depois de o conhecer. A mãe (“simples” mortal) também nem sempre está presente e o padrasto é uma avantesma!

Sempre apreciei mitologia, embora baralhe a mitologia grega (retratada neste livro) com a romana e embora baralhe os Deuses todos e o que cada um fez. Mas gostei bastante desta maneira divertida como os diferentes mitos vão sendo apresentados, sem ser maçador ou uma imposição decorar tudo. Claro que ainda tem muito para andar até chegar aos pés de Harry Potter, e não li os volumes seguintes já porque acho mesmo que me cansaria deste registo, mas é uma boa alternativa para quem já leu Harry Potter e quer mais alguma coisa dentro do género.

Também se lê rápido, também nos apegamos facilmente a algumas personagens e também dá vontade de querer acompanhar o crescimento e as aventuras do Percy, que neste primeiro volume nos presenteia com toda uma aventura à volta do Raio de Zeus! Sei que há um filme baseado neste livro e o trailer parece até mesmo assustador, mas hei-de espreitá-lo assim que possível! O director deste filme, aliás, é o mesmo dos filmes do Harry Potter!

Convenci-vos? 😉

[Opinião] “O olhar do dragão” de Álvaro Magalhães

Álvaro Magalhães - O olhar do dragão

Li tantos livros desta colecção (e outros do género) quando me tornei uma verdadeira leitora (aí por volta dos meus 11/12 anos), que volta e meia sinto saudades e lá pego eu num deles. Eu diria mesmo que devo muito a autores como Álvaro Magalhães, Ana Maria Magalhães, Isabel Alçada, R. L. Stine, Luísa Ducla Soares, etc.

Este encontrei-o num café perto de minha casa que tem uma estante onde podemos deixar um dos nossos livros e trazer um dos que lá se encontram. Estava a precisar de algo para ler numa tarde e, confesso, para desanuviar um pouco da leitura de O Monte dos Vendavais, que nem sempre é muito fácil!!

O olhar do Dragão é o primeiro volume desta série chamada Triângulo Jota, cujo nome se deve ao nome das três personagens principais: Joel, Jorge e Joana (nomes começados por J, portanto). Sendo o primeiro livro, além da aventura que era de esperar, temos uma pequena contextualização de como estes três amigos se juntaram e se tornaram um grupo quase dedicado ao combate do crime.

É óbvio que ler este livro agora, tantas anos depois, não tem em mim o mesmo efeito que tinha aos 12 anos. Agora vejo claramente as inúmeras coincidências e improbabilidades que regem este livro e outros como ele. Mas não deixa de ser um bom livro para se apanhar o bichinho da leitura! Por isso, como eu sempre digo, menos tablets e computadores para os jovens de hoje em dia e mais livros como este (ou alguns mais “educativos”, como a colecção Viagens no Tempo)!

[Opinião] “As batidas perdidas do coração” de Bianca Briones

Bianca Briones - As batidas perdidas do coração

Parti para a leitura deste livro como parto tantas vezes para a leitura de muitos outros: por impulso. Ouvi alguém, algures, falar dele a propósito não sei de quê… e foi o suficiente. Talvez o que me tenha chamado a atenção, acima de tudo, tenha sido o facto de cada pequeno capítulo deste livro começar com um excerto da letra de uma determinada música, sendo que o tal capítulo vai de encontro a esses versos. Eu própria já tinha tido esta ideia e por isso mesmo não podia resistir a espreitar o trabalho de alguém que pensou o mesmo!!

Bianca Briones é uma autora brasileira de quem eu nunca tinha ouvido falar. O livro, como devem calcular, ainda não foi lançado em Portugal e daí pouco ou nada se ouvir falar dele por estes lados. Neste livro, temos a história de Viviane e Rafael, ambos a ultrapassar uma séria fase de luto. Ela perdeu o pai vítima de doença, ele perdeu vários familiares ao longo do tempo, sendo que a perda mais retratada aqui se refere a um acidente de automóvel. Ela vinha de uma família dita rica e equilibrada, onde ela era protegida principalmente por um avô que queria controlar tudo. Ele vinha de uma família mais humilde e tinha uma grande dificuldade em lidar com as perdas. Conheceram-se um pouco por acaso e depressa pareceu que se conheciam desde sempre. Nem sempre foi um relacionamento fácil ou que tivesse contado com o apoio de todos, mas…

Confesso que a capa deste livro induz em erro. E talvez o que eu disse logo de início também. Pelas minhas palavras e pala capa deste As batidas perdidas do coração (o título parece piroso, eu sei, mas lendo perceberão de onde ele vem) parece que temos um livro sobre rockeiros ou coisa assim e não é bem disso que se trata. Ou, pelo menos, não é só disso. É um livro sobre perdas, sobre o crescimento forçado que essas perdas por vezes trazem, sobre a vontade que temos ou não de mudar de rumo, sobre o azar que às vezes parece assombrar certas pessoas.

É um new adult bastante duro, assertivo e realista na maior parte do tempo. Até eu perdi algumas batidas do meu coração ao lê-lo (também soou piroso, eu sei, mas é verdade). Do meio para o fim então… sem palavras!

“Meu pai dizia que quando descobrimos que estamos apaixonados, o coração fica tão assustado que pula um batimento, como se estivesse se preparando para todas as variações de velocidade que vai ter que enfrentar a partir daí. É o que ele chamava de as batidas perdidas do coração. Segundo ele, o coração nunca recupera o ritmo correto até se encontrar no peito de outra pessoa.”