[Opinião] “As batidas perdidas do coração” de Bianca Briones

Bianca Briones - As batidas perdidas do coração

Parti para a leitura deste livro como parto tantas vezes para a leitura de muitos outros: por impulso. Ouvi alguém, algures, falar dele a propósito não sei de quê… e foi o suficiente. Talvez o que me tenha chamado a atenção, acima de tudo, tenha sido o facto de cada pequeno capítulo deste livro começar com um excerto da letra de uma determinada música, sendo que o tal capítulo vai de encontro a esses versos. Eu própria já tinha tido esta ideia e por isso mesmo não podia resistir a espreitar o trabalho de alguém que pensou o mesmo!!

Bianca Briones é uma autora brasileira de quem eu nunca tinha ouvido falar. O livro, como devem calcular, ainda não foi lançado em Portugal e daí pouco ou nada se ouvir falar dele por estes lados. Neste livro, temos a história de Viviane e Rafael, ambos a ultrapassar uma séria fase de luto. Ela perdeu o pai vítima de doença, ele perdeu vários familiares ao longo do tempo, sendo que a perda mais retratada aqui se refere a um acidente de automóvel. Ela vinha de uma família dita rica e equilibrada, onde ela era protegida principalmente por um avô que queria controlar tudo. Ele vinha de uma família mais humilde e tinha uma grande dificuldade em lidar com as perdas. Conheceram-se um pouco por acaso e depressa pareceu que se conheciam desde sempre. Nem sempre foi um relacionamento fácil ou que tivesse contado com o apoio de todos, mas…

Confesso que a capa deste livro induz em erro. E talvez o que eu disse logo de início também. Pelas minhas palavras e pala capa deste As batidas perdidas do coração (o título parece piroso, eu sei, mas lendo perceberão de onde ele vem) parece que temos um livro sobre rockeiros ou coisa assim e não é bem disso que se trata. Ou, pelo menos, não é só disso. É um livro sobre perdas, sobre o crescimento forçado que essas perdas por vezes trazem, sobre a vontade que temos ou não de mudar de rumo, sobre o azar que às vezes parece assombrar certas pessoas.

É um new adult bastante duro, assertivo e realista na maior parte do tempo. Até eu perdi algumas batidas do meu coração ao lê-lo (também soou piroso, eu sei, mas é verdade). Do meio para o fim então… sem palavras!

“Meu pai dizia que quando descobrimos que estamos apaixonados, o coração fica tão assustado que pula um batimento, como se estivesse se preparando para todas as variações de velocidade que vai ter que enfrentar a partir daí. É o que ele chamava de as batidas perdidas do coração. Segundo ele, o coração nunca recupera o ritmo correto até se encontrar no peito de outra pessoa.”

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