[Opinião] “Quem mexeu no meu queijo” de Dr. Spencer Johnson

Dr. Spencer Johnson - Quem mexeu no meu queijo

Não sou apreciadora de livros de auto ajuda, embora admita que há quem goste e, claro, nada contra. Acho sempre que se repetem um pouco e que são escritos por pessoas com o dom da palavra, que gostam de fazer dinheiro à conta disso. É o chamado dizer na hora certa o que os outros querem ouvir (ou ler, no caso). Mas isto não significa que não os leia uma vez por outra.

Há dias, mostraram-me um vídeo (que podem espreitar aqui) que retrata este livro e fiquei curiosa para ver o que teria o livro que o pequeno vídeo não mostrasse. Pois bem, nada. Era uma cópia relativamente fiel e a horita que perdi a lê-lo não acrescentou nada que eu já não tivesse visto.

Em Quem mexeu no meu queijo? (o título parece estranho, eu sei), temos a história de dois ratos e dois homenzinhos, cada um com personalidades diferentes. Estes quatro personagens vivem no mesmo labirinto e sobrevivem graças ao queijo que comem. Um dia, o local de onde costumavam retirar esse queijo deixa de ter queijo e os quatro são obrigados a procurarem o sustento ou deixarem-se morrer à fome. Em suma, é uma tentativa de nos ensinar algo sobre a mudança, sobre as formas como a podemos encarar.

Não é mau, mas não deixa de ser algo cliché!

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[Opinião] “A Bela e a Fera” de Clarice Lispector

Clarice Lispector - A bela e a feraSempre ouvi falar muito bem deste livro da Clarice Lispector, uma escritora brasileira. Algumas pessoas apelidavam mesmo este livro como “um dos meus queridinhos” ou “um dos livros da minha vida”. Impossível não ficar curiosa depois de ouvir isto. E foi assim que lá fui eu cheia de expectativas ler isto. Só que, por vezes, eu estava bem era quieta!!!

Não gostei muito deste livro, confesso. Até começa bem no seu primeiro conto e acaba mais ou menos, mas pelo meio apanhei uma grande seca e tive que ler algumas partes mais que uma vez. Tem algumas partes bonitas, admito, mas se me perguntarem hoje, dias depois de o ter terminado, o que retirei deste livro, provavelmente vou dizer-vos “nada”.  Se não fosse tão pequeno até nem o teria terminado.

Em suma, há livros que simplesmente não são para agradarem a todos!

“Ele era um homem difícil, distante, e o pior é que falava francamente dos seus pontos fracos: por onde atacá-lo então, se ele se conhecia?”

[Opinião] “A rainha” + “A herdeira” de Kiera Cass

SPOILER ALERT! O texto que se segue pode conter spoilers apenas para quem ainda não leu a trilogia A seleção (quem leu esss três livros pode continuar a leitura à vontade!).

Kiera Cass - A rainhaO conto A rainha, pertencente à trilogia A seleção, relata a história da rainha Amberly, mãe de Maxon, quando esta se inscreveu n’A seleção e quando foi a escolhida pelo na altura príncipe Clarkson. Pensava que este conto ia relatar uma linda história de amor, ia mostrar um lado mais amoroso do Clarkson ou relatar as várias peripécias da Amberly até chegar a rainha. Mas tal não acontece. Só acompanhamos a história destes dois até ao dia em que o Clarkson lhe diz “és tu” e ainda estavam muitas raparigas n’A seleção, mas pouco ou nada se percebe do que acontece desde esse momento até ao casamento dos dois. Esperava mais, confesso.
3 estrelas.

JKiera Cass - A herdeiraá o livro A herdeira, o volume que sucede aos três da série A seleção (e cuja ação se passa 20 anos depois), nem sei se estava previsto inicialmente ou se a autora só decidiu escrevê-lo devido ao sucesso dos três primeiros. Parece-me que é mais a segunda hipótese. Isto porque em A herdeira acompanhamos a história de Eadlyn, a filha primogénita de Maxon e America Singer. Eadlyn nasceu apenas poucos minutos antes do seu irmão gémeo, mas a alteração que Maxon e America fizeram na lei determinava que o primeiro filho dos reis fosse o seu sucessor, independentemente de ser ser rapaz ou rapariga. Então temos uma Eadlyn que foi criada para suceder ao pai, ao mesmo tempo que foi protegida e mimada durante os seus 18 anos. As castas tinham sido abolidas por Maxon, mas o povo continuava descontente e é neste sentido que, embora contra vontade de Eadlyn, esta tem de passar pela Selecção, a primeira a envolver 35 rapazes em vez de 35 raparigas, para acalmar o povo e a até para o fazerem simpatizar mais com ela.
Confesso que não morri de amores por esta Eadlyn. Pelo contrário, achei alguns destes rapazes mais terra a terra do que ela, com mais noção da realidade, das dificuldades do povo. Ela vai tornando-se um pouco mais mansa ao longo do livro, mas espero que no volume seguinte deixe parte do seu mimo de lado…
3 estrelas.