[Opinião] “Os aromas do amor” de Dorothy Koomson

22079546Em tempos, já fui muito, mas mesmo muito fã dos livros de Dorothy Koomson. Todos os livros dela, sobretudo os relacionados com crianças (Pedaços de ternura, A filha da minha melhor amiga ou Bons sonhos, meu amor) são bastante enternecedores. Mas depois a autora resolveu escrever algo mais relacionado com crimes, com mistério, e perdeu esse encanto. Se se lembram da minha opinião sobre A praia das pétalas de rosa aqui no blog no início deste ano talvez se recordem que fiquei um pouco desiludida com esse livro, apesar de muitos leitores que eu acompanho o terem adorado. Por isso, foi com algum receio que parti para Os aromas do amor, também ele com uma morte por resolver (o que não é spoiler, está na sinopse). Mas os livros de um autor são como uma série televisiva: depois de começar a acompanhá-los queremos sempre continuar a segui-los, mesmo que com as expectativas lá em baixo!

Para começar, não posso negar que a capa deste livro, como é hábito nos livros desta autora lançados em Portugal, é bastante bonita. E mesmo a contracapa é visualmente muito agradável com umas ervas aromáticas e afins. O título também parece algo romântico. A sinopse remete bastante para os alimentos e a arte de cozinhar… e nesse aspecto senti-me um pouco enganada.

Este livro refere, é certo, a comida, a arte de combinar ingredientes e aquilo que eles podem fazer por nós. Mas essa é uma parte bastante reduzida da história e, por isso, quando a sinopse diz “Saffron decide terminar Os aromas do amor, o livro de receitas que Joel tinha começado a escrever antes da sua trágica morte”, não posso achar lá muito bem que isto conste da sinopse, pelo menos não com o destaque que tem, porque o livro não se centra nisso.

Mas falando das personagens… temos uma Saffron cujo marido (Joel) faleceu há 18 meses e cujo assassino se desconhece, os dois filhos de ambos (Phoebe, de 14 anos, e Zane, mais novo), a tia Betty, o amigo Fynn e mais algumas personagens pouco relevantes como os pais de Joel ou o professor de Phoebe (a vida dela sofreu, aliás, um forte golpe durante este livro). Saffron é a personagem principal e a mais irritante, talvez porque achei as suas acções pouco plausíveis. Não que não fossem plausíveis pontual e individualmente, mas todas na mesma pessoa parecem algo improváveis!

A personagem de que mais gostei foi a tia Betty, embora seja pouco desenvolvida e até quase irrelevante na história. Phoebe é, notoriamente, o reflexo da educação que tem e Zane é um miúdo que só aparece aqui para reforçar o carácter da mãe. A amizade de Joel com Fynn é pouco explorada, fazia falta algumas analepses para podermos entender esta relação, e ainda menos se percebe a amizade de Fynn com Saffron, sobretudo depois da morte do marido desta.

Enfim, um livro da autora que não recomendo e acho sinceramente que quem começar por este não vai querer ler mais nada dela. Para terem uma ideia, tinha começado a lê-lo em Julho e só agora, três meses depois, ganhei coragem para terminá-lo. Penso que isto diz tudo!

Anúncios

2 thoughts on “[Opinião] “Os aromas do amor” de Dorothy Koomson

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s