[Opinião] “A boneca de Kokoschka

9658280Depois de Para onde vão os guarda chuvas (que foi amor à primeira vista) e de Jesus Cristo bebia cerveja (que já não foi tanto amor assim), não resisti a ler mais um livro de Afonso Cruz neste mês de Outubro. Desta vez, o escolhido foi A boneca de Kokoschka, um livro que pecou sobretudo pelo título!

Li este livro por sugestão da Roberta (Blogue Flames), que me sugeriu, inclusive, que não lesse a sinopse antes de ler o livro. Percebo agora o que a levou a fazer tal sugestão, e eu acrescentaria, se pudesse (!), que não deviam ler este título também. A boneca não é propriamente o tema central deste livro, muito pelo contrário. E acho que foi isso que me desiludiu, porque achei a ideia do que ela representava bastante original. Aliás, a primeira página do livro diz praticamente o mesmo que a sinopse e dá a entender algo totalmente diferente do que na verdade nos espera.

Esta é uma história de coincidências, de personagens que se cruzam quase miraculosamente, mas não deixo de adorar o Afonso Cruz assim mesmo. Não é, de todo, um mau livro, mas depois da minha paixão por Para onde vão os guarda-chuvas esperava mais e melhor (embora perceba que são livros diferentes, claro!). Aqui, Afonso Cruz tem igualmente uma visão dura e crua dos acontecimentos, explora a realidade com uma precisão quase cirúrgica, mas falta-lhe ali algo mais poético e sentimental que me faça ficar rendida à história.

A título de curiosidade, partilho com vocês o tempo que demorei a ler este livro. Pela primeira vez, contabilizei o tempo que uma leitura me levou. Neste caso, e tendo em conta que algumas destas páginas contêm imagens (que eu observei atentamente), a leitura demorou-me 3h15! Parece-me um bom feito! É este o tempo que demoram a tecer a vossa opinião sobre este livro e a virem cá dar a vossa opinião!

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[Opinião] “O menino de Cabul” de Khaled Hosseini

18487904O menino de Cabul faz parte da minha lista de 15 livros para ler em 2015 e já há muito que o queria ler. Em Setembro, tive a oportunidade de o comprar a um preço razoável e em Outubro parti para a sua leitura com as expectativas bem altas porque só tinha ouvido maravilhas sobre ele.

Este livro começa por relatar-nos a amizade de Amir (filho do patrão) e Hassan (o filho do criado), dois meninos afegãos que, apesar da diferente condição social, tinham tido a mesma ama de leite. A amizade entre os dois não tinha em conta contas bancárias nem estatutos sociais e os dois meninos  divertiam-se a lançar papagaios, mesmo que Hassan tivesse que preparar as roupas ou a comida de Amir enquanto este ainda dormia. Contudo, um dia algo vem pôr à prova a amizade destes dois, a lealdade de ambos, e para agravar esta situação a família de Amir ainda se vê obrigada a fugir do Afeganistão após a invasão soviética, quando a amizade deles atravessava uma fase bastante conturbada. Esta é uma história de redenção, de procura da paz interior e até de aceitação. E acompanha algumas décadas da vida destes dois em que eles têm mais coisas a ligá-los do que imaginavam, mesmo que à distância.

A verdade é que este livro despertou em mim sensações que nunca nenhum outro livro tinha despertado. Talvez o facto de se centrar, inicialmente, em duas crianças tenha mexido mais comigo. Sei que tive que parar várias vezes de ler este livro, tendo mesmo chegado a ficar enjoada e enojada a determinada altura e sinto-me quase obrigada a alertar-vos para o facto de esta não ser uma obra para qualquer pessoa. É preciso ter estômago. E é precisamente por ter mexido tanto comigo que não poderia deixar de lhe dar 5 estrelas no Goodreads!

O facto de o autor ser afegão também contribui, a meu ver, para o sucesso deste livro. A narrativa não se centra nos conflitos por que este país passou, mas sim no seu povo, nos seus hábitos, costumes, tradições. É um retrato algo cruel dos afegãos, mas é uma realidade que precisamos observar e tentar compreender. É uma história com algumas coincidências, mas não em demasia. Enfim, tornou-se um dos livros da minha vida até por tudo aquilo que ele representa!

“(…) no Afeganistão há muitas crianças, mas pouca infância.” (p.286)

Opinião conjunta – “Os crimes da Rua Morgue” de Edgar Allan Poe

Recentemente, e no seguimento do mês do horror que se viveu um pouco por todos os blogs e canais literários no mês de Outubro, juntei-me a mais quartro booktubers portugueses numa opinião conjunta sobre um conto de E. A. Poe chamado Os crimes da rua Morgue. Ora espreitem o resultado! Eu sou suspeita, mas acho que a sinceridade dominou este vídeo!

Canais participantes neste vídeo:
– Blogue Flames (Roberta): https://www.youtube.com/channel/UCug1Ido26wgWSEzbwxDCMcw
– creepysantos (Vasco): https://www.youtube.com/channel/UCWS_zRuOn3DzaIc4kl5PoPA
– No meu cérebro (Liliana): https://www.youtube.com/channel/UCJknvWnTOVmDex9RX7YNS0A
– The fond reader (Silvéria): https://www.youtube.com/channel/UCiR_G4kPUlLSkDuaCknhXdg
– The YA reader (Filipe): https://www.youtube.com/channel/UCAgW_6p7L0-HIjiCU1Nfmcg