[Opinião] “O menino de Cabul” de Khaled Hosseini

18487904O menino de Cabul faz parte da minha lista de 15 livros para ler em 2015 e já há muito que o queria ler. Em Setembro, tive a oportunidade de o comprar a um preço razoável e em Outubro parti para a sua leitura com as expectativas bem altas porque só tinha ouvido maravilhas sobre ele.

Este livro começa por relatar-nos a amizade de Amir (filho do patrão) e Hassan (o filho do criado), dois meninos afegãos que, apesar da diferente condição social, tinham tido a mesma ama de leite. A amizade entre os dois não tinha em conta contas bancárias nem estatutos sociais e os dois meninos  divertiam-se a lançar papagaios, mesmo que Hassan tivesse que preparar as roupas ou a comida de Amir enquanto este ainda dormia. Contudo, um dia algo vem pôr à prova a amizade destes dois, a lealdade de ambos, e para agravar esta situação a família de Amir ainda se vê obrigada a fugir do Afeganistão após a invasão soviética, quando a amizade deles atravessava uma fase bastante conturbada. Esta é uma história de redenção, de procura da paz interior e até de aceitação. E acompanha algumas décadas da vida destes dois em que eles têm mais coisas a ligá-los do que imaginavam, mesmo que à distância.

A verdade é que este livro despertou em mim sensações que nunca nenhum outro livro tinha despertado. Talvez o facto de se centrar, inicialmente, em duas crianças tenha mexido mais comigo. Sei que tive que parar várias vezes de ler este livro, tendo mesmo chegado a ficar enjoada e enojada a determinada altura e sinto-me quase obrigada a alertar-vos para o facto de esta não ser uma obra para qualquer pessoa. É preciso ter estômago. E é precisamente por ter mexido tanto comigo que não poderia deixar de lhe dar 5 estrelas no Goodreads!

O facto de o autor ser afegão também contribui, a meu ver, para o sucesso deste livro. A narrativa não se centra nos conflitos por que este país passou, mas sim no seu povo, nos seus hábitos, costumes, tradições. É um retrato algo cruel dos afegãos, mas é uma realidade que precisamos observar e tentar compreender. É uma história com algumas coincidências, mas não em demasia. Enfim, tornou-se um dos livros da minha vida até por tudo aquilo que ele representa!

“(…) no Afeganistão há muitas crianças, mas pouca infância.” (p.286)

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s