Opinião conjunta – “Os crimes da Rua Morgue” de Edgar Allan Poe

Recentemente, e no seguimento do mês do horror que se viveu um pouco por todos os blogs e canais literários no mês de Outubro, juntei-me a mais quartro booktubers portugueses numa opinião conjunta sobre um conto de E. A. Poe chamado Os crimes da rua Morgue. Ora espreitem o resultado! Eu sou suspeita, mas acho que a sinceridade dominou este vídeo!

Canais participantes neste vídeo:
– Blogue Flames (Roberta): https://www.youtube.com/channel/UCug1Ido26wgWSEzbwxDCMcw
– creepysantos (Vasco): https://www.youtube.com/channel/UCWS_zRuOn3DzaIc4kl5PoPA
– No meu cérebro (Liliana): https://www.youtube.com/channel/UCJknvWnTOVmDex9RX7YNS0A
– The fond reader (Silvéria): https://www.youtube.com/channel/UCiR_G4kPUlLSkDuaCknhXdg
– The YA reader (Filipe): https://www.youtube.com/channel/UCAgW_6p7L0-HIjiCU1Nfmcg

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[Filme] The breakfast club

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Aos poucos, vou-me redimindo em relação aos filmes que toda a gente viu menos eu. The breakfast club, um filme de 1985, é um exemplo disso.

Provavelmente, não estou a contar-vos nenhuma novidade, mas este é um filme sobre cinco adolescentes que ficaram de castigo durante um sábado inteiro no liceu devido a asneiras que fizeram, sendo que cada um deles representa um “tipo” de adolescente, digamos assim. Temos o nerd que tira sempre boas notas, o revoltado que vem de uma família disfuncional, o desportista que tem de ganhar tudo, uma mentirosa compulsiva que todos ignoram e a típica rainha da escola (é um filme assente em estereótipos e eu própria os usei agora!). Aparentemente todos diferentes, acabam por descobrir que todos eles têm relacionamentos pouco saudáveis com os seus pais e aquilo que parecia nunca vir a resultar numa amizade parece que pode vir a resultar nisso mesmo.

Gostei do filme devido, por um lado, ao facto de continuar a ser actual e, por outro, à forma como cada um dos personagens consegue tocar nos pontos fracos dos outros. A relação entre adolescentes, e entre os adolescentes americanos em particular, continua a ser assim, uma mistura entre a comédia e a tragédia e este é, sem dúvida, O filme sobre o ensino médio.

Curioso também foi verificar o actual “aspecto” dos actores, que na altura em que o filme foi feito tinham à volta de 20/30 anos e hoje estão na casa dos 40/50. Alguns, aliás, eu conhecia-os no seu “estado” actual, mas nunca os associaria a esta imagem adolescente se não tivesse pesquisado sobre eles.

É, portanto, 1h30 de filme que vale a pena!

Classificação:
7.5

[Filme] 12 anos escravo

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Este filme deixa-me um pouco indecisa. Se, por um lado, o tema é uma coisa que mexe comigo, que me dá nos nervos, que me dá voltas ao estômago e que nunca vou entender porque simplesmente não entendo o racismo, por outro lado estava à espera de um filme diferente de todos os outros filmes que já vimos sobre escravidão. E não o é.

Está certo que desta vez se trata de um homem livre que é feito escravo por ser negro e que se vê obrigado a esconder os seus atributos (nomeadamente o facto de saber ler e escrever) para sobreviver durante os 12 anos em que esteve a levar chibatadas e a trabalhar sem parar. E está certo que é baseado numa história verídica. Mas falta-lhe ali algo que o faça ser diferente! Faz-me lembrar O mordomo, que também precisava de algo mais para poder dizer que é um dos maiores filmes de sempre.

A verdade é que às vezes ouvimos falar tanto de um filme, criamos expectativas tão altas, e depois a realidade não corresponde ao que imaginávamos…

A única personagem que me marcou mesmo foi o próprio Solomon Northup (interpretado por Chiwetel Ejiofor, que participou no Love actually, onde fazia par com a Keira Knightley, mas que eu não estava a reconhecer) e acho que era preciso mais para se justificar tanto alarido à volta deste filme… mas isso sou eu que acho, claro!!!

Classificação:
7/10

[Filme] Forrest Gump

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Depois de ler o livro com o mesmo nome, decidi ver o filme, até porque nunca o tinha visto na íntegra… apesar de já ter passado na SIC imensas vezes! Imperdoável, eu sei!

Qualquer artigo de opinião que possam ler sobre este filme certamente vos dirá que vários pormenores (e às vezes não tão pormenores assim) diferem do livro para o filme e tal é totalmente verdade. No livro, vemos um Forrest que passa por um conjunto de felizes acasos. No filme, não são tantos esses felizes acasos e também são cortadas algumas partes, como o facto de Forrest jogar lindamente xadrez ou resolver equações matemáticas como ninguém….

A história de amor entre o Forrest Gump e a Jenny muda substancialmente no filme, mas eu até acho que para melhor. Encontra-se menos vezes ao longo da vida, o que no livro parece ser coincidências a mais, e temos também uma Jenny menos tresloucada.

É dada mais importância ao facto de Forrest Gump ser muito bom a correr, e mesmo sendo um filme de 1994 é curioso ver como foram capazes, já naquela altura, de incorporarem o Forrest Gump (brilhantemente interpretado por Tom Hanks) em imagens já existentes sobre factos importantes da História dos EUA.

Mesmo com todas as diferenças entre livro e filme, este é um daqueles casos em que as mudanças resultaram bem e a história não perdeu o seu sentido. É um bom filme!

Classificação:
7/10

[Filme] Jane Eyre (2011)

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A minha opinião sobre este filme pode resumir-se da seguinte forma: é, muito provavelmente, uma das piores adaptações que eu já vi de um livro para o cinema. Ou até mesmo a pior!

Depois deste resumo, se ainda continuarem a ler isto, passo a explicar-vos porquê que detestei tanto este filme:

1. De uma maneira geral, é um filme parado, entediante, sem acção nenhuma que nos faça prestar atenção ao filme. Para terem uma ideia, demorei seis noites a ver este filme, pois de todas as vezes adormecia ao fim de uns 15 minutos. Mas sou forte e insisti!

2. No livro, a história é contada por ordem cronológica. Já no filme, recorreram a constantes trocas entre o presente e o passado, mas essas trocas não estão perceptíveis!!!

3. Quem leu o livro sabe que a personagem Jane Eyre é simplesmente fascinante. No filme, temos uma Jane tão sem sal que apetece abaná-la. Mesmo o Mr. Rochester não corresponde ao Rochester do livro. Não que no cinema tivesse de ser igualzinho, simplesmente é muito diferente e sem sentido!

4. Há partes maravilhosas no livro, que resultariam bem no cinema, que simplesmente não fazem parte do filme. É o caso da relação da Jane com a tia ou dos tempos que passou em Lowood. São aspectos que influenciam o carácter da personagem principal e não entendo como podem menosprezar isso no filme.

5. Eu, se não tivesse lido este fantástico livro, nunca entenderia o filme. Confuso, sem graça. Que personagens tão mal aproveitadas, meu Deus!

Lamentavelmente, conheço outras pessoas com a mesma opinião. Diminuiu o peso da minha consciência por estar a denegrir tanto a imagem de um filme que aparece cotado no IMDb com 7,4. Só se aproveitam mesmo os cenários e os figurinos!

Classificação:
4/10

[Filme] Rapariga com brinco de pérola

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Como vos tinha dito num dos primeiros posts deste blog, este ano tenho como objectivo ler mais livros que deram origem a filmes, e ver os respectivos filmes depois, como é óbvio. Nesse sentido, depois de ler Rapariga com brinco de pérola, e existindo uma adaptação para o cinema, lá fui eu ver o filme.

Ora, já tinha visto o filme há alguns anos atrás e tinha gostado bastante na altura, mas agora, depois de ter lido o livro, gostei menos um bocadinho!! Não é, de todo, uma má adaptação de um livro para o cinema, simplesmente alteraram um ou outro pormenor que, mesmo não alterando a história em si, diferem do original. Aliás, os melhores pormenores do livro desapareceram no grande ecrã!

As medições que a criada, Griet, faz para deixar tudo no mesmo lugar quando limpa o estúdio do pintor, a que eu achei tanta graça, não aparecem no filme, bem como a atenção que esta dá aos legumes quando os corta (no filme isto não tem qualquer lógica) e que fazem o pintor reparar logo nela no início. Um episódio que se passa também logo no início do livro entre Griet e uma filha de Johannes Vermeer só acontece mais a meio do filme. Se no livro se percebe que esse episódio condiciona parte da história, no filme, por acontecer a meio, parece uma coisa de menor importância.

O final do filme também não corresponde 100% ao livro. A criada e a esposa do pintor não se reencontram no final e o que acontece ao pintor até nem fica muito bem explícito (no livro subentende-se melhor). A parte em que Griet fura a(s) orelha(s) (no singular no filme e no plural no livro) também difere, bem como a descrição que é feita da senhora Vermeer grávida. Mas ler os livros dá nisto, o filme perde algum encanto que certamente terá para quem apenas viu o filme, sem saber a real história por detrás dele!

Em termos de actores, tenho a dizer que a Scarlett Johansson é perfeita para o papel de Griet e o Colin Firth (quem não o viu n’O discurso do rei, no O amor acontece ou n’O diário de Bridiget Jones?), como pintor, também vai muito bem! Tanto a Scarlett Johansson como Essie Davis (que faz de esposa do pintor) vão lindamente como holandesas que supostamente são no filme, apesar de na realidade serem americana e australiana, respectivamente.

Classificação:
7/10

[Filme] In time

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Este filme é muito estranho!!! Em In time, chegadas aos 25 anos, as pessoas param de envelhecer (o que faz com que até as pessoas com centenas de anos pareçam super jovens), mas tudo é pago em tempo. Ou seja, cada um tem o seu relógio (como vêem no braço do Justin Timberlake, em cima) e paga tudo aquilo de que necessita em minutos, horas, anos… Alguns, de famílias menos abastadas, vão trabalhar para arranjar esse tempo (que, no fundo, quase equivaleria ao nosso dinheiro), outros, de famílias mais ricas, têm anos que nunca mais acabam e que vêm dos negócios que as suas famílias foram construindo (bancos – de tempo, claro -, por exemplo). E além de gastarem o tempo a pagarem aquilo que consomem, o tempo também vai desaparecendo no relógio à medida que o tempo avança. Parece confuso, eu sei!! Eu avisei logo no início! No fundo, quando o relógio chega aos 0, a pessoa morre. Ou porque a pessoa gastou todo o seu tempo, ou porque foi roubada, enfim…

No filme, Will Salas (interpretado por Justin Timberlake) é falsamente acusado de ter roubado todo o tempo de um homem (o que levou à sua morte), e este lutará, ao lado da rica Sylvia Weis (papel desempenhado pela actriz Amanda Seyfried, que nem estava a reconhecer assim morena) para provar a sua inocência e para desmontar este sistema. Uma história de amor, como devem calcular!

No fundo, este filme é uma espécie de comparação entre a moeda deles, o tempo, e a nossa (literalmente uma moeda), e as coisas que as pessoas são capazes de fazer por ela. Esse é o ponto positivo do filme, o facto de metaforicamente nos fazer reflectir sobre um tema que nos é próximo. Por outro lado, é algo tão confuso e surreal que facilmente se percebe porque desagradou a alguns críticos.

Vejam outra coisa 😉

Classificação:
6/10