[Opinião] “A rainha” + “A herdeira” de Kiera Cass

SPOILER ALERT! O texto que se segue pode conter spoilers apenas para quem ainda não leu a trilogia A seleção (quem leu esss três livros pode continuar a leitura à vontade!).

Kiera Cass - A rainhaO conto A rainha, pertencente à trilogia A seleção, relata a história da rainha Amberly, mãe de Maxon, quando esta se inscreveu n’A seleção e quando foi a escolhida pelo na altura príncipe Clarkson. Pensava que este conto ia relatar uma linda história de amor, ia mostrar um lado mais amoroso do Clarkson ou relatar as várias peripécias da Amberly até chegar a rainha. Mas tal não acontece. Só acompanhamos a história destes dois até ao dia em que o Clarkson lhe diz “és tu” e ainda estavam muitas raparigas n’A seleção, mas pouco ou nada se percebe do que acontece desde esse momento até ao casamento dos dois. Esperava mais, confesso.
3 estrelas.

JKiera Cass - A herdeiraá o livro A herdeira, o volume que sucede aos três da série A seleção (e cuja ação se passa 20 anos depois), nem sei se estava previsto inicialmente ou se a autora só decidiu escrevê-lo devido ao sucesso dos três primeiros. Parece-me que é mais a segunda hipótese. Isto porque em A herdeira acompanhamos a história de Eadlyn, a filha primogénita de Maxon e America Singer. Eadlyn nasceu apenas poucos minutos antes do seu irmão gémeo, mas a alteração que Maxon e America fizeram na lei determinava que o primeiro filho dos reis fosse o seu sucessor, independentemente de ser ser rapaz ou rapariga. Então temos uma Eadlyn que foi criada para suceder ao pai, ao mesmo tempo que foi protegida e mimada durante os seus 18 anos. As castas tinham sido abolidas por Maxon, mas o povo continuava descontente e é neste sentido que, embora contra vontade de Eadlyn, esta tem de passar pela Selecção, a primeira a envolver 35 rapazes em vez de 35 raparigas, para acalmar o povo e a até para o fazerem simpatizar mais com ela.
Confesso que não morri de amores por esta Eadlyn. Pelo contrário, achei alguns destes rapazes mais terra a terra do que ela, com mais noção da realidade, das dificuldades do povo. Ela vai tornando-se um pouco mais mansa ao longo do livro, mas espero que no volume seguinte deixe parte do seu mimo de lado…
3 estrelas.

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[Opinião] “O olhar do dragão” de Álvaro Magalhães

Álvaro Magalhães - O olhar do dragão

Li tantos livros desta colecção (e outros do género) quando me tornei uma verdadeira leitora (aí por volta dos meus 11/12 anos), que volta e meia sinto saudades e lá pego eu num deles. Eu diria mesmo que devo muito a autores como Álvaro Magalhães, Ana Maria Magalhães, Isabel Alçada, R. L. Stine, Luísa Ducla Soares, etc.

Este encontrei-o num café perto de minha casa que tem uma estante onde podemos deixar um dos nossos livros e trazer um dos que lá se encontram. Estava a precisar de algo para ler numa tarde e, confesso, para desanuviar um pouco da leitura de O Monte dos Vendavais, que nem sempre é muito fácil!!

O olhar do Dragão é o primeiro volume desta série chamada Triângulo Jota, cujo nome se deve ao nome das três personagens principais: Joel, Jorge e Joana (nomes começados por J, portanto). Sendo o primeiro livro, além da aventura que era de esperar, temos uma pequena contextualização de como estes três amigos se juntaram e se tornaram um grupo quase dedicado ao combate do crime.

É óbvio que ler este livro agora, tantas anos depois, não tem em mim o mesmo efeito que tinha aos 12 anos. Agora vejo claramente as inúmeras coincidências e improbabilidades que regem este livro e outros como ele. Mas não deixa de ser um bom livro para se apanhar o bichinho da leitura! Por isso, como eu sempre digo, menos tablets e computadores para os jovens de hoje em dia e mais livros como este (ou alguns mais “educativos”, como a colecção Viagens no Tempo)!

[Opinião] “O clube dos poetas mortos” de N. H. Kleinbaum

(Hoje é, definitivamente, o dia de pôr as opiniões em dia. E tanto escrevi que nem reparei que me faltava aqui uma opinião bastante atrasada e que eu até já tinha escrito e não publicado vá-se lá saber porquê… ei-la)

Geralmente, são os livros que são adaptados ao cinema. Neste caso, segundo pude apurar depois que terminei a leitura deste livro, foi o livro que foi lançado anos depois do filme, tendo como base o seu guião. Depois de saber deste pormenor, e tendo em conta que vi primeiro o filme e só tempos depois soube que existia o livro, não me admirei que só me tivesse apetecido dar três estrelas a esta obra de Kleinbaum (Conhecem? Eu também não. E até pensei que era um homem).

Apesar de ser um livro curto, pouco desenvolvido e no qual a autora podia ter aproveitado para explorar até aspectos não valorizados ou não mostrados no filme, não deixa de ser um livro razoável, embora muito menos marcante que o filme. É capaz, contudo, de nos fazer reflectir sobre o poder da poesia, a importância de aproveitar o momento e sobre os efeitos (muitas vezes nefastos) da pressão da família e da sociedade para enveredarmos por determinado caminho.

O final, a meu ver, é o ponto fraco do livro e podia ser precisamente a sua melhor parte. Ainda assim, não deixa de ser um livro de fácil leitura. Eu diria mesmo que numa tarde ficam a conhecê-lo!

[Opinião] “A praia das pétalas de rosa” de Dorothy Koomson

praia das pétalas

Já li praticamente todos os livros de Dorothy Koomson (só me falta o Os aromas do amor, que também já vive cá em casa). Sou fã da autora, como não me canso de dizer, e era por isso mesmo que aguardava ansiosamente pela leitura deste livro (comprá-lo por 5€ no OLX foi um achado!). Contudo, fiquei um bocado desiludida com ele.

Conheço várias pessoas que dizem que este é o seu livro preferido da autora, mas a minha leitura foi-se arrastando por semanas e semanas e não me consegui identificar com esta onda de mistério que a autora quis transmitir desta vez.  Confesso que tal facto me dá até um certo medo de partir para a leitura de Os aromas do amor, tanto que o estou a deixar para depois, quando este meu trauma passar!

Enfim, acho que a personagem Mirabelle podia ter sido mais “explorada”, uma vez que o seu carácter se torna um pouco difícil de entender, bem como a vida que “decidiu” levar. Tal é inadmissível tendo em conta o tamanho do livro… O Scott mete, de facto, nojo, e nisso admito que não há como a Dorothy Koomson para nos sentir amar ou odiar um personagem. Contudo, esta Tamia às vezes acredita um bocado no Pai Natal. Também já sabem como é a sinceridade aqui da Silvéria, não há igual 😉

Para não estar só a criticar este livro, termino dizendo que esta capa ganha aos pontos todas as outras dos livros da Dorothy lançados em Portugal.

[Opinião] “O diário da princesa” de Meg Cabot

o diário da prncesaComo já vos disse, Novembro tem sido um péssimo mês ao nível das leituras. Por esse motivo, cheguei a um ponto em que desisti de tentar ler grandes livros e optei por coisas mais leves.

Bastou-me ouvir alguém falar destes livros (que são aí uns 10 ou mais!) para pensar: “Bem, Silvéria, se calhar é melhor começares por aqui…”. E, bem, que dizer? Lê-se. Já devem, muito provavelmente, conhecer o filme com o mesmo nome. Aqui, temos a história de Mia, uma adolescente nova-iorquina, com os típicos problemas dos adolescentes – era muito alta, sem peito algum e não sabia relacionar-se com os rapazes – que, de repente, descobre que é filha do Príncipe de Genovia. Ora, a Mia só queria passar despercebida, o que deixou de ser possível a partir do momento em que os colegas de escola e o mundo em geral descobrem as suas origens. E é esta a vida que vamos acompanhando em jeito de diário.

Se é um livro por aí além? Não. Mas é divertido em algumas partes, é leve e dá uma certa vontade de ler o livro seguinte para saber o que aconteceu à Mia.

[Opinião] “Desculpa… Por acaso és uma bruxa?” + “A que sabe a Lua?”

Novembro tem sido, sem sombra de dúvidas, o meu pior mês de 2014 em termos de leituras. Comecei mil e um livros, mas nenhum me prendeu. Uma das formas de tentar (embora nem sempre com muitos frutos) contornar isso é através dos livros infantis. Foi aí que entrou a Neuza. Autora do blog e canal Mil Folhas, a Neuza tem um jeito fenomenal para contar histórias às crianças. Por isso, foi com muito agrado que vi dois dos mais recentes vídeos da Neuza em que ela não só lê como interpreta duas pequenas histórias infantis.

01010165_gPrimeiro, temos o “Desculpa, por acaso és uma bruxa?”, que podem ver aqui. Este é um livro sobre um gato preto chamado Leonardo e sobre o facto de os gatos pretos serem sinónimo de má sorte e sobre o facto de serem associados às bruxas. Quem quererá adoptar um gato destes?! É um livro que faz parte do Plano Nacional de Leitura (PNL) e facilmente se percebe porquê.

As vozes da Neuza neste vídeo são qualquer coisa… era bom que mais educadores de infância, como é o caso da Neuza, tivessem este empenho todo na hora de lerem contos às suas crianças. Gostei tanto que já vi o vídeo várias vezes! Uma história super fofa, a sério…

00000117529Em segundo lugar, a Neuza presenteia-nos com o A que sabe a Lua?” (ver aqui), um livro que também faz parte do PNL e que mostra às crianças, entre outras coisas, que a união faz a força e que até os mais pequeninos podem fazer a diferença.

Embora tenha gostado mais da primeira história, não nego que esta também tem uma moral igualmente forte e as ilustrações são igualmente bem conseguidas. A aposta nos animais como personagens principais corre quase sempre bem na hora de se escrever para crianças…

Espero, sinceramente, que a Neuza continue a apostar nestes vídeos e recomendo-os a quem passa mais tempo com os pequeninos! Não só são boas sugestões de leitura, como os mais novos vão certamente render-se à interpretação dela!