[Filme] In time

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Este filme é muito estranho!!! Em In time, chegadas aos 25 anos, as pessoas param de envelhecer (o que faz com que até as pessoas com centenas de anos pareçam super jovens), mas tudo é pago em tempo. Ou seja, cada um tem o seu relógio (como vêem no braço do Justin Timberlake, em cima) e paga tudo aquilo de que necessita em minutos, horas, anos… Alguns, de famílias menos abastadas, vão trabalhar para arranjar esse tempo (que, no fundo, quase equivaleria ao nosso dinheiro), outros, de famílias mais ricas, têm anos que nunca mais acabam e que vêm dos negócios que as suas famílias foram construindo (bancos – de tempo, claro -, por exemplo). E além de gastarem o tempo a pagarem aquilo que consomem, o tempo também vai desaparecendo no relógio à medida que o tempo avança. Parece confuso, eu sei!! Eu avisei logo no início! No fundo, quando o relógio chega aos 0, a pessoa morre. Ou porque a pessoa gastou todo o seu tempo, ou porque foi roubada, enfim…

No filme, Will Salas (interpretado por Justin Timberlake) é falsamente acusado de ter roubado todo o tempo de um homem (o que levou à sua morte), e este lutará, ao lado da rica Sylvia Weis (papel desempenhado pela actriz Amanda Seyfried, que nem estava a reconhecer assim morena) para provar a sua inocência e para desmontar este sistema. Uma história de amor, como devem calcular!

No fundo, este filme é uma espécie de comparação entre a moeda deles, o tempo, e a nossa (literalmente uma moeda), e as coisas que as pessoas são capazes de fazer por ela. Esse é o ponto positivo do filme, o facto de metaforicamente nos fazer reflectir sobre um tema que nos é próximo. Por outro lado, é algo tão confuso e surreal que facilmente se percebe porque desagradou a alguns críticos.

Vejam outra coisa 😉

Classificação:
6/10

Livros que deram filmes #2 – O grande Gatsby

Li o livro O grande Gatsby (e neste caso acho que soa bem melhor o título original, The great Gatsby) em 2013. Confesso que não fiquei a adorar o livro, estava à espera de mais e acho que o livro tinha material para mais. Contudo, já na altura fiquei a detestar a personagem Daisy (interpretada por Carey Mulligan no filme de 2012, a mesma actriz que interpreta a detestável Kitty em Orgulho e Preconceito), o eterno amor do Gatsby (interpretado por Leonardo DiCaprio), algo que o filme só veio reforçar.

Acho a primeira parte do filme bem secante, para dizer a verdade. Já se tinha passado o mesmo com o livro. Como pontos positivos saliento o facto de ser um amigo/vizinho do Gatsby, Nick Carraway (interpretado por Tobey Maguire, o mesmo actor que faz de Homem Aranha), a contar a história, o que, a meu ver, torna tudo um pouco mais apelativo, e os próprios cenários, que retratam lindamente a euforia dos loucos anos 20, bem como a excentricidade do Gatsby, que tem uma razão de ser.

No filme, fico bem sem perceber o que está a Jordan Baker (interpretada por Elizabeth Debicki) ali a fazer (tanto que para me lembrar do nome dela tive que ir agora procurar na Wikipedia…) e a relação dela com o Nick fica um bocado esquecida.

O sucesso desta história penso que tem que ver mais propriamente com o fim da mesma do que com o seu todo.

Classificação do livro:
3/5

Classificação do filme:
6/10

[Filme] O mordomo

Sou uma defensora dos direitos humanos, da igualdade entre raças, etnias, orientações sexuais, entre outros, e por isso não é de admirar que o trailer do filme O mordomo me tenha cativado. Este filme baseia-se (livremente) na história verídica de um mordomo da Casa Branca, que por lá trabalhou durante 34 anos e que “atravessou” vários Presidentes americanos, isto numa época conturbada nos Estados Unidos.

Do que mais gostei neste filme foi mesmo do actor Forest Whitaker, que desempenha o papel de Cecil Gaines, o mordomo do filme que antes de ser mordomo da Casa Branca (cargo onde ganhava muito menos que os outros funcionários brancos da Casa Branca) passou por diversos contratempos na vida, como a morte do pai à sua frente e à destruição, embora noutro sentido, da sua mãe. Também por esse motivo, Cecil queria um estilo de vida mais calmo, sem lutar pelo que considerava justo, tudo para não arriscar a própria vida, algo que também incutia aos seus filhos.

Neste filme, temos também a Oprah Winfrey, que faz de esposa do mordomo, e que é sempre aquela figura simpática, e ainda a Mariah Carrey, mãe de Cecil.

Estava à espera de um filme mais dramático, mais intenso, mais enervante. Desiludiu-me o facto de as personagens não serem tão arrebatadas como estava à espera. Mesmo assim, é um bom filme. Talvez não o melhor de 2013, mas 2013 também não foi o melhor ano de todos no que ao cinema diz respeito.

Classificação:
6/10