[Filme] Celda 211

(Obs: Se estiver grávida, não veja este filme!)

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Este filme foge um pouco ao que eu tenho visto nos últimos tempos. Além de ser espanhol, tem o seu quê de violento (física e verbalmente), o que pode chocar os mais sensíveis. Eu não achei que fosse algo de insuportável, mas nem toda a gente que o assistiu comigo partilha da mesma opinião!

Em Celda 211 (Cela 211, em português), um guarda prisional, que deveria entrar ao serviço no dia seguinte, decide ir visitar a prisão para onde vai trabalhar para estar a par do que lhe espera. Acontece que nesse preciso dia acontece um motim na prisão e ele vê-se lá no meio, tendo de fingir ser também ele um recluso para conseguir sobreviver (conseguirá?). A juntar a isto, já de si complicado, acresce o facto de a sua esposa, grávida já de vários meses, estar a assistir a tudo de fora, através das televisões que acompanham o caso, e já podem imaginar que a reacção não foi das melhores.

Eu gostei da história justamente por não ser cliché. Por não ter o típico fim que todos pensariam. E também porque sendo em espanhol dá-nos sempre a conhecer termos e outros pormenores mais típicos de outra cultura que não os típicos filmes hollywoodescos. O facto de praticamente todo o filme se passar na prisão e nas suas imediações também é já de si uma realidade diferente. Depois também gostei de a páginas tantas me estar a meter no papel das personagens principais e a pensar se faria o mesmo no lugar delas.

Este filme ganhou oito prémios Goya. Eu cá acho que não foi à toa!

Classificação:
8/10

[Filme] Nanny McPhee

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Disseram-me, há umas duas semanas atrás, que era imperdoável eu não conhecer os filmes da Nanny McPhee. E, de facto, podia ter continuado a desconhecê-los (são dois: A ama mágica e O toque da magia) se não me tivessem resumido a história. Mas basta dizerem-me “envolve crianças” e, pronto, lá estou eu.

Tenho a dizer-vos que estes filmes são aquilo a que eu chamo “filmes fofinhos”, bons para ver em família. Tanto num caso como noutro, a Nanny McPhee (uma ama, como dá a entender o nome do filme) aparece como a salvação de uma família cujas crianças não obedecem nem têm regras (no primeiro caso, trata-se de um viúvo e dos seus 7 filhos, no segundo trata-se de uma mulher cujo marido está na guerra e dos seus 3 filhos e 2 sobrinhos que estão a seu cargo) e que usa a magia para ensinar algumas lições aos miúdos. Mas não é uma magia exagerada, se é que me faço entender. Até porque não costumo gostar de filmes demasiado fantasiosos, tirando uma ou outra excepção.

Fiquei, efectivamente, fã da feia Nanny McPhee (e será que vai ficar sempre feia?!), interpretada por Emma Thompson (a professora Gilderoy Lockhart  em Harry Potter, por exemplo), e de todas as personagens. As crianças são rebeldes mas amorosas, e os pais, à beira da loucura, também são muito caricatos!

Saliento a interpretação, no segundo filme, do pequeno actor Asa Butterfield, que fez de Hugo Cabret e de Bruno n’O rapaz do pijama às riscas. Cheira-me que ainda podemos esperar muito dele!

asa butterfieldClassificação de ambos os filmes:
8/10