Maratona Literária Viagens (In)Esperadas #5 – O meu plano

Dentro de minutos começa mais uma Maratona Literária Viagens Inesperadas e eu não poderia deixar de participar!!

Desta vez, e sendo que a maratona vai decorrer durante 5 dias (de 26 a 30 de maio), vou tentar terminar a saga Harry Potter (faltam-me pouco mais de 100 páginas de Harry Potter e o Príncipe Misterioso e todo o Harry Potter e os talismãs da morte). Depois disto gostava de pelo menos começar o A estranha vida de Nobody Owens (do autor Neil Gaiman), livro esse que me saiu num passatempo do blog da Cata, Páginas Encadernadas. Embora não tenha escolhido estas leituras de acordo com um tema, podemos dizer que escolhi o tema literatura juvenil. Curiosamente, fazem todos parte da colecção Estrela do Mar da Editorial Presença.
Se quiserem participar, já sabem, é só juntarem-se no sítio do costume!
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Maratona Literária Viagens (In)Esperadas #4 – Os meus objectivos

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Decorre, entre amanhã (dia 25) e domingo (dia 27), mais uma edição das Maratonas Literárias Viagens (In)Esperadas. O tema desta maratona, até porque a mesma se vai realizar na altura do 25 de Abril, será “autores portugueses”.

Como esta será uma maratona de curta duração, vou optar por escolher apenas um livro para ler, até porque estou a terminar a minha releitura do Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban e empanquei no Anna Karenina (muito pesado para andar com ele fora de casa). E a minha escolha é, nada mais, nada menos, que o Venceslau e outras histórias, da autoria do meu amigo escritor José Calheiros.

Estou com as expectativas lá em cima, até porque acompanho o trabalho do Zé no blog Escrita com Norte e sei bem do que ele é capaz, embora seja detentor de um humor nem sempre compreendido. Mas o José pediu-me a minha sincera opinião e é disso que vou tratar nos próximos dias 🙂

Livro "Venceslau e outras historias" de José Calheiros

Livro “Venceslau e outras historias” de José Calheiros

Maratona Literária Viagens (In)Esperadas #3 – O meu plano

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Já não é segredo para ninguém que estou completamente viciada em maratonas literárias e sobretudo nas maratonas organizadas pela Silvana e pela Catarina R. Já não há um dia em que não vá pelo menos espreitar o grupo no Facebook onde estas maratonas são debatidas e acho mesmo que se criou ali um grupo muito giro e onde são dadas opiniões muito específicas sobre diferentes livros e autores. Pois bem, para esta terceira edição (a correspondente ao mês de Março) destas maratonas temos não um, mas sim dois temas à escolha:

1. Ler livros escritos por autores que usaram pseudónimos (uma forma de assinalar o Carnaval, uma vez estes autores usam “máscaras” para nos dar a conhecer as suas palavras);

2. Ler livros escritos por autoras e em que a personagem principal seja uma mulher (esta é a nossa forma de assinalar o dia da mulher que se comemora em Março).

Assim sendo, para esta maratona escolhi os seguintes livros:

maratona 3 planoA filha da floresta, de Juliet Marillier, é o primeiro volume da trilogia Sevenwaters e já o ando a ler há dias a mais para o meu gosto, mas a verdade é que (ainda) não me identifiquei muito com esta história. Porém, como se enquadra no tema 2 decidi continuar a insistir nesta leitura, até porque a Silvana já me avisou que vai melhorando à medida que se o lê…

Uma questão de fé, de Jodi Picoult, também ele escrito por uma mulher e tendo uma mulher como protagonista, é a leitura mais leve (em termos de escrita) que escolhi para esta maratona e para equilibrar um pouco as coisas, até porque a minha terceira escolha foi…

… Shirley, de Charlotte Brontë, a quem me rendi assim que li Jane Eyre. Para quem não sabe, as irmãs Brontë tinham cada um o seu pseudónimo e, no caso da Charlotte, o seu outro eu chamava-se Currer Bell.

Acho que este é um objectivo um pouco ambicioso e cumpri-lo dependerá muito do quanto as histórias me conseguirem prender, mas a ver vamos!

[Livro] “O espião português” de Nuno Nepomuceno

(Este foi o terceiro livro que li no âmbito da segunda Maratona Literária Viagens (In)Esperadas.)

O Espião PortuguêsParti para este livro com algumas expectativas: primeiro, porque o livro me foi oferecido por uma pessoa muito querida para mim e queria gostar dele; depois porque, tal como podem ver na capa, este livro recebeu o Prémio Book.it 2012 e há sempre aquela tendência para achar que se recebeu um prémio é porque é bom. Mas este livro tem um problema… só depois de termos chegado mais ou menos a meio é que começamos a ficar mesmo dentro da história, a simpatizar com algumas personagens e a odiar tanto outras que, pessoalmente, cheguei ao ponto de começar a falar sozinha, tipo “olha que filho da mãe”.

Resumidamente, este livro é um thriller (confesso que não é um género literário do qual eu conheça muitos exemplares portugueses) que conta a história de André Marques-Smith, funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros português e que, em paralelo, é espião da Cadmo, tal como já foram os seus pais. É, portanto, um homem com vida dupla, sendo que neste livro, além do paralelismo funcionário exemplar vs. espião, temos um André apaixonado por uma mulher que é uma bitch.

A missão de André é encontrar as quatro partes de uma arma, algo ainda mais difícil porque uma outra agência quer fazer a mesma coisa. Pelo meio, André vai perceber que os seus amigos/colegas espiões podem não ser tão confiáveis assim e vai perceber que a sua própria família lhe esconde algo terrível (e esta parte sim, para mim foi ainda mais mirabolante que o facto de termos espiões enfiados no MNE português, mesmo isto sendo um livro de ficção).

Como ponto positivo aponto o facto de os diálogos serem muito reais, sobre coisas do dia-a-dia como “vai pôr a mesa” e de fazer referência a várias marcas, programas de tv e outros aspectos tipicamente portugueses, bem como filmes ou músicas que existem e que podemos ir ver/ouvir.

O final pareceu-me um pouco em aberto, mas depois percebi que a intenção do autor é escrever uma trilogia, então está perdoado e, mesmo não tendo ficado como um dos meus livros preferidos, vou procurar ler a continuação se ela entretanto aparecer! Podem ver mais informações no site do autor.

Se o livro tivesse sido mais empolgante desde o início, certamente dar-lhe-ia uma classificação melhor!

Classificação:

3estrelas

[Livro] “A herança de Eszter” de Sándor Márai

(Este foi o segundo livro que li na segunda edição das Maratonas Literárias Viagens (In)Esperadas.)

A-Herança-de-EszterO tema da maratona em que estou a participar no momento é “um autor, um país” e então, como já queria ler um autor americano e um português (muito previsível, não?) achei que a terceira opção (que na prática foi o segundo livro que li) devia ser uma coisa mais improvável. Não pensei muito, entrei no escritório e foi o primeiro livro que tirei da estante logo na primeira prateleira junto à porta. Como este, da colecção da Sábado, tenho muitos mais. Era uma forma também de dar uso a tantos livros deste género…

Ainda não percebi bem qual a nacionalidade de Sándor Márai. Supostamente é húngaro, mas a cidade onde nasceu agora pertence à Eslováquia. Bem, deve ser húngaro na mesma, embora o homem tenha passado pelos EUA também.

Do mesmo autor já tinha lido As velas ardem até ao fim, embora já não me lembre da história. Shame on me! Mas lembro-me que se lia muito rapidamente e que, tal como este A herança de Eszter, é daqueles livros introspectivos. Penso que gostar ou não destes livros vai depender muito do estado de espírito que o leitor atravessa no momento.

Neste livro, temos uma Eszter que há 20 anos não vê o amor da sua vida, Lajos, sendo que esse homem foi casado com a sua falecida irmã. Lajos era um canalha, literalmente falando, enganando toda a gente, abusando da boa vontade de todos e, embora todos saibam disso, ninguém consegue dizer-lhe que não. Nem Eszter, tantos anos depois.

É uma bonita reflexão, pois dá-nos que pensar sobre as mágoas que fomos guardando ao longo do tempo, as coisas que não dissemos e que fomos acumulando e que nos interrogamos se algum dia vamos ser capazes de dizer a quem as merece ouvir… Uma boa leitura para uma tarde chuvosa em que nos enroscamos numa manta no sofá!

Classificação:

3estrelas

[Livro] “Segredos imorais” de Brian Freeman

(Este foi o primeiro livro que li na segunda Maratona Literária Viagens (In)Esperadas.)

brian freeman - segredos imoraisTinha este livro, salvo erro, desde 2012, uma vez que o tinha comprado numa daquelas promoções loucas (mas boas!) da Editorial Presença onde só pagamos os portes (curiosamente, agora que estava a ler este livro a Presença resolveu fazer outra promoção do género!). Resolvi pegar nele depois de ter lido uma opinião muito positiva da Cristina Delgado sobre este Segredos imorais Cidade inquieta do mesmo autor.

O que vos posso dizer sobre este livro? Bem, fez-me lembrar-me – e muito! – séries como CSI ou NCIS. Imaginem o que é ter a morte/desaparecimento de duas jovens, que aparentemente não têm ligação alguma, mais o trabalho dos detectives envolvidos no caso e as suas relações amorosas pelo meio. Tenho cá para mim que é dos tais livros que dava um filme! Não estava mesmo a prever quem era(m) o(s) culpado(s), se bem que também não sei até que ponto faz sentido o desfecho que o autor escolheu. É um thriller de qualidade razoável, que tem como aspectos positivos o facto de ter capítulos pequenos e de não deixar pontas soltas.

Não conhecia o autor americano, mas na altura em que a Presença fez a tal promoção gostei da sinopse (no site da editora temos direito a vídeo do autor e tudo). Estas promoções têm mesmo a vantagem de nos fazerem conhecer autores novos, a preços convidativos.

Classificação:
3.5estrelas

Maratona Literária Viagens (In)Esperadas #2 – O meu plano

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Pois é, chegou a segunda Maratona Literária Viagens (In)Esperadas de 2014 (entre 18 e 23 de fevereiro) levada a cabo pela Catarina (A sonhar de olhos abertos) e pela Silvana (Por detrás das palavras) e dinamizada no grupo no Facebook para o efeito.
Desta vez, o tema escolhido é “Um autor, um país” e, nesse sentido, escolhi três livros de autores de nacionalidades diferentes. Como um dos outros temas que não foram escolhidos estava relacionado com autores nacionais, decidi aproveitar e incluir um autor português nesta maratona, visto que também se enquadrava.

maratona - desafio 1-2Conto terminar o Segredos Imorais de Brian Freeman (americano), ler A herança de Eszter de Sándor Márai (este escritor nasceu húngaro, mas actualmente essa cidade pertence à Eslováquia) e ler (ou pelo menos dar um avanço) n‘O espião português do autor português Nuno Nepomuceno (Prémio Book.it em 2013).

Tal como nas outras maratonas organizadas por estas meninas, vamos ter desafios diários e desta feita será sorteado um livro gentilmente cedido pel’A mulher que ama livros (Cláudia Oliveira) entre os participantes nestes desafios. Da última vez que houve um sorteio deste género saiu-me uma capa lindíssima, por isso vale mesmo a pena participarem 😉

13 de janeiro de 2014 (4)