[Livro] “Cruel abandono” de Penny Vincenzi

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Em primeiro lugar, talvez seja melhor dizer-vos que só peguei neste livro, esquecido algures na estante, porque calhou a cor azul à equipa de que faço parte em mais uma maratona literária. Era dos poucos livros com capa azul que tinha e pareceu-me uma boa opção para o mês de Fevereiro. Nesse sentido, não me enganei!

Só me comprometi mesmo a ler este livro para a maratona, tendo em conta o tamanho dele (636 páginas) e tudo o que vier acima disso já é, para mim, uma vitória. Acontece que o problema deste livro é precisamente o tamanho do mesmo… A história contada podia ter sido resumida em 50%, o que tornaria o livro mais interessante e com mais acção. Tudo demora imenso a acontecer, desde a descrição das personagens até ao momento em que elas se reencontram. Não era, claramente, um livro para ser escrito em tantas páginas. A história não dava para tanto!

Basicamente, este (enorme) livro conta a história de três mulheres que tinham viajado para a Tailândia na mesma altura e a forma como se reencontram 16/17 anos depois. Temos ainda a jovem Kate, também ela com 16 anos, que foi abandonada pela mãe num aeroporto logo após o seu nascimento, posteriormente adoptada, e que decide querer encontrar a mãe biológica. Já estão a ver que será uma das três mulheres que se conhecerem nessa viagem. Foi muito fácil descobrir quem era o pai de Kate e uma das hipotéticas mães também ficou logo excluída. Era um livro relativamente previsível, portanto.

Li que a autora, Penny Vincenzi, é autora de bestsellers. Sinceramente, não conheço ninguém que tenha sequer ouvido falar dela, mas alguma coisa de especial deve ter. Eu até reconheço que a história é boa, mas com mais ritmo teria saído melhor!

Fico mesmo chateada quando gasto tantas horas da minha vida a ler um livro enorme e depois a qualidade não corresponde ao tamanho!

Classificação:
3/5

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Balanço final de uma maratona e início de outra

Chega hoje ao fim a Maratona Viagens (In)Esperadas #1 (sim, porque esta era apenas a primeira edição!). E estou a fazer o balanço agora porquê, se a maratona só acaba às 23h59 de hoje? Pois bem, porque correu tudo muito bem com os três primeiros livros que escolhi (aqui, aqui e aqui), mas com os outros dois já não, e estou numa fase em que não leio livros que não me cativam logo de início. Há tanta coisa boa para ler que perder tempo com o que está a ser um frete é asneira!

Os livros lidos foram, portanto:

Captura de tela 2014-01-31 14.32.55Quanto aos livros não lidos, e apesar de o tempo para a leitura ter sido menos do que eu esperava nestes 5 dias de maratona, não os consegui ler por motivos muito simples: no caso do primeiro livro, não o consegui ler por ser um livro de fantasia, género de que nem sempre gosto; no segundo caso, tratando-se de uma espécie de livro de auto-ajuda, é preciso estar no momento certo para o ler. E eu não estou muito nessa onda agora!
Mas, lá está, há sempre quem goste deles e quem sabe se um dia eu também não me renderei também!!

Captura de tela 2014-01-31 14.35.37Terminada esta maratona no final de Janeiro, segue-se logo outra entre 1 e 9 de Fevereiro, desta feita em equipas, que descobri no blog da Cata (Páginas Encadernadas). Nesta maratona, somos desafiados a ler livros cujas capas são maioritariamente de uma cor (uma para cada uma das quatro equipas), mas o desafio é opcional. Calhou-me o azul e dei por mim a vasculhar toda a estante à procura de livros dessa cor. Não tinha muito por onde escolher (ainda para mais tendo em conta que o livro azul, na imagem em cima, já estava fora de hipótese!), mas acabei por escolher este:

Captura de tela 2014-01-31 15.00.28Se procurarem imagens dele na ‘net, vai parecer-vos que tem mais branco que azul na capa, mas espero que nas minhas fotos dê para ver melhor!
Parto para ele sem qualquer tipo de expectativa, porque já nem me lembrava que o tinha, desconheço a autora e nem pegaria nele tão cedo se não fosse pela cor. Talvez seja melhor assim!
Mesmo sendo uma maratona de 9 dias, este é um livro de dimensões consideráveis (636 páginas), pelo que quero mesmo é ler este. Sobrando tempo, talvez continue O retrato de Dorian Gray ou O voo final, de Ken Follett, que já tinha começado (mal, mas tinha)!

[Livro] “Contos breves” de Olinda P. Gil

(Primeiro livro que li na maratona literária em que estou a participar no momento.)

23 de janeiro de 2014 (5)Este pequeno livro, como o próprio título indica, é uma colectânea de contos que a autora, Olinda Gil, escreveu na altura em que publicava as suas histórias no DN Jovem. Alguns dos contos presentes no livro foram publicados lá, outros foram escritos na mesma altura, mas trabalhados a posteriori. O livro só foi publicado muito recentemente, em novembro de 2013.

Confesso que não conhecia a escritora. Ganhei este livro num passatempo do blog da Silvana, como já vos tinha contado. Desde logo achei muito simpático da parte da autora ser ela própria a enviar-me o livro com uma pequena dedicatória e já tratei, inclusive, de começar a seguir o blog onde ela escreve, blog esse onde lhe vou deixar esta opinião também! Sei que a Olinda gosta de receber o feedback dos leitores e acho muito positivo quando podemos interagir com os escritores.

Ora bem, quanto aos contos propriamente ditos, uma coisa que me agradou logo neles foi a escrita da autora. Como já li algures, é uma escrita limpa. Tudo muito bem pontuado e com sentido. Acreditem que já li livros supostamente muito bons a pecarem nestes aspectos. Em alguns deve ter sido culpa da tradução, mas noutros, portugueses, nem por isso!

Como este é um género literário que eu aprecio muito e como me faz lembrar, de certa forma, um dos meus escritores portugueses preferidos (Pedro Paixão), o meu espírito crítico acentua-se ainda mais neste tipo de livros. Aqui, posso dizer que há contos para todos os gostos. As temáticas são bem diversas: desde o 25 de abril, à religião, passando pelo amor. Uns contos cativaram-me mais que outros. É o caso de Multidão (este até o li três vezes seguidas por gostar tanto!), Liberdade de escrita (uma grande verdade neste conto!), A vela (um ponto de vista muito interessante sobre a morte) e Como lhe dizer que o amo (quase de certeza que praticamente toda a gente já passou por algo semelhante em determinada altura da vida, nem que tenha sido na adolescência). Achei que João e Maria dava para mais e que Organismos era menos cativante que os restantes contos. Mas isto, claro, é algo muito pessoal e dependerá da personalidade de cada leitor.

Apreciei bastante as ilustrações, da autoria de Claudia Banza que, a meu ver, constam nos contos certos!

No geral, faço uma apreciação muito positiva deste livro e, lá está, faz-nos pensar se não deveríamos investir mais nos autores que temos em Portugal e se não deveríamos investir mais na língua portuguesa, sobretudo quando bem usada!

Classificação:
3/5

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Maratonas literárias “Viagens (in)Esperadas” #1 – Os meus objectivos

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No final de 2013 participei, pela primeira vez, numa maratona literária, organizada pela Silvana (do blog Por detrás das palavras) e pela Catarina (do blog A sonhar de olhos abertos). Gostei tanto da maneira como as coisas foram conduzidas que a páginas tantas eu própria já estava a dar ideias para maratonas futuras. As ideias que eu e outros participantes fomos dando não só foram aceites, como começam agora a serem postas em prática. Assim, começa à meia-noite de amanhã, dia 27, a primeira de uma série de maratonas literárias que se supõem mensais. O tema da primeira (escolhido por maioria no grupo criado no Facebook para o efeito) é “Livros escritos por autores que nunca leram” e, então, como isso é coisa que não me falta na estante, impus-me um desafio um pouco ambicioso: cinco dias, cinco livros (não muito grandes, mas cinco!).

1. Contos breves de Olinda P. Gil
Ganhei este livro num passatempo do blog da Silvana. Fiquei muito curiosa, até porque não conhecia a autora (neste mundo literário estamos sempre a aprender, como em tudo na vida, aliás!) e então, até porque se encaixa no tema da maratona, vai ser esta a minha primeira leitura.
23 de janeiro de 2014 (5)2. Fado de José Régio
É uma falha minha, mas a verdade é que não leio muita poesia. E outra falha é o facto de nunca ter lido José Régio, mesmo morando não muitooo longe da sua casa-museu, em Vila do Conde, casa essa que já visitei. Também é uma forma de me sentir menos mal pelos livros que já comprei em 2014!
Tenciono ler este livro de forma intercalada com os restantes!
23 de janeiro de 2014 (26)3. Heidi de Johanna Spyri
Bem, é um livro que dispensa apresentações. Mesmo que não o tenham lido, certamente que conhecem a história, nem que seja por alto. Uma leitura leve que acho que combina com o espírito de uma maratona!
O meu livro já é tão antigo (comprei-o numa alfarrabista) que de lado até já está a descolar!
23 de janeiro de 2014 (33)4. As aventuras de João sem medo de José Gomes Ferreira
Para vos ser sincera, não faço ideia do que me levou a escolher este livro para esta maratona!! Olhei para a estante e achei que se enquadrava, sem grandes conhecimentos sobre ele. A ver vamos se foi um palpite certeiro!
23 de janeiro de 2014 (31)5. O monge que vendeu o seu Ferrari de Robin S. Sharma
Este livro foi-me aconselhado por uma pessoa que admite que não gosta muito de ler, mas que gostou deste livro. Já mal me lembrava que o tinha, para ser franca. Sei que o comprei com a revista Sábado há vários anos, e a julgar pela informação que o próprio livro traz deve ter sido em 2006… Parece-me uma coisa assim no âmbito da auto-ajuda, mas a ver vamos!
26 de janeiro de 2014 (3)Optei por escolher livros mais pequenos e não muito difíceis de ler. Acho que dá mais ritmo à coisa ler vários livros pequenos do que apenas um maior! E se nesta maratona houver desafios como os que existiram na maratona de Dezembro é preferível ler vários livros diferentes 😉

Objectivo:
5 livros
104 + 120 + 312 + 170 + 218 = 924páginas